Saturnino Braga


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CONTO: SABER
CONTO: OS PRIMOS DE SÃO CRISTÓVÃO
CONTO: A BRIGA
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CONTO: IMELDA
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CONTO: OS PRIMOS DE SÃO CRISTÓVÃO

 

Desde Sempre, o colégio ensina ao menino as formas e as normas da segunda natureza do seu ser: o conviver com os outros civilizadamente, o tolerar o compreender outras razões, o conversar com os outros. Lá também, entretanto, fica o menino sabendo que deve estar preparado para o confronto, quando falha o entendimento, o confronto físico que a dignidade às vezes exige.

 

O colégio faz a forração externa das pessoas, tão decisiva nas apresentações da vida. É certo que o estofo mais interno vem de casa, já chega feito no colégio, o menino menos ou mais inseguro, tenso, alegre ou melancólico, em parte feito pela própria natureza, pelos genes dos pais, alto ou baixo, gordo ou magro, belo ou não. O colégio faz todavia um complemento valioso, capaz de alterar o destino das pessoas no mundo, para cima ou para baixo, minorando ou agravando fraquezas interiores do próprio menino. O colégio forma as aparências e as eloqüências, ensina as leis da convivência e da civilização: conflitos devem resolvidos pela arbitragem da autoridade; mas ensina também regras próprias da integridade e da honradez: é feio chamar o inspetor; como é feio ter medo e fugir da briga, do duelo, quando a dignidade é convocada.

 

Isso já era assim nos tempos dos mil-réis. Arthur e Agenor tinham uma briga aprazada.

 




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